Acorda o revisor! (4)

Não importa que a frase seja curta e fácil de escrever – sempre é possível ao revisor dar uma cochilada. Aconteceu na manchete aí acima.

Povo, multidão, exército, grupo, população: essas palavras estão no singular, mesmo que expressem, signifiquem grande quantidade de elementos. Então, a norma culta exige que o verbo usado com elas esteja no singular. Em gramatiquês, isso se chama concordância de número.

Vamos analisar a manchete. O primeiro verbo está correto. “Lula e Mujica” são um sujeito composto (o e indica uma adição, um acréscimo. Esse sujeito mais aquele sujeito são dois sujeitos); portanto, verbo no plural: “pedem”. Mas o sujeito do segundo e do terceiro verbo é “povo”, palavra singular. Então, o certo seria: “Que povo latino-americano se junte e recupere o poder”.

Dica 1: sempre tenha certeza de concordar em número sujeito e verbo. Erro de concordância de número é um dos mais feios que você pode cometer na linguagem escrita (na oral, em certos ambientes, a gente até o desculpa, mas costuma doer no ouvido). Em redação (de vestibular, de Enem, de emprego) pode significar sua reprovação. Então, nada de cochilar!

Dica 2: Há exceção para essa regra? Há. Mas não vale a pena você se preocupar com isso agora. Para seu dia a dia, o feijão-com-arroz da concordância vai guardá-lo de fazer feio.

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