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	<title>Que falta faz um revisor! &#187; Acordo ortográfico</title>
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	<description>Erros de português encontrados por aí, e outras coisas da nossa língua</description>
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		<title>Rebelião da CBL</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 02:55:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acentuação]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo ortográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Na teia]]></category>
		<category><![CDATA[acentuação]]></category>
		<category><![CDATA[CBL]]></category>

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		<description><![CDATA[A Câmara Brasileira do Livro parece não aceitar nem o atual (e espúrio) acordo ortográfico… nem o anterior, dos anos 70, que aboliu a maioria dos acentos diferenciais. Como o autor do texto usou &#8220;interêsse&#8221; três vezes, penso que ele acredite piamente que a palavra ainda é escrita assim. Se a CBL comete deslizes desse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.cbl.org.br" target="_blank"><strong>Câmara Brasileira do Livro</strong></a> parece não aceitar nem o atual (e espúrio) acordo ortográfico… nem o anterior, dos anos 70, que aboliu a maioria dos acentos diferenciais.</p>
<p><a href="http://s533.photobucket.com/albums/ee331/detudo/quefalta/?action=view&amp;current=interesse.jpg" target="_blank"><img src="http://i533.photobucket.com/albums/ee331/detudo/quefalta/interesse.jpg" alt="Photobucket" border="0" /></a></p>
<p>Como o autor do texto usou &#8220;interêsse&#8221; três vezes, penso que ele acredite piamente que a palavra ainda é escrita assim. Se a CBL comete deslizes desse tipo, o que dizer (e cobrar) do cidadão comum?</p>
<p>(É antiga também. Estava na caixa das coisas por fazer.)</p>
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		<title>Movimento liderado por brasileiros questiona as regras do acordo&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Aug 2011 17:18:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acordo ortográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Cláudio Moreno]]></category>

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		<description><![CDATA[Boa notícia! Pensei só encontrar soldados da resistência em Portugual. Daqui do Brasil eu só havia lido coisas do mestre Cláudio Moreno contra o estapafúrdio Acordo. Felizmente há outros! Será que há esperança? Leia o artigo todo aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa notícia!</p>
<p>Pensei só encontrar soldados da resistência em Portugual. Daqui do Brasil eu só havia lido coisas do mestre Cláudio Moreno contra o estapafúrdio Acordo. Felizmente há outros! Será que há esperança?</p>
<p>Leia o artigo todo <a href="http://www.livrosepessoas.com/2011/08/13/movimento-liderado-por-brasileiros-questiona-as-regras-do-acordo-que-uniformiza-a-lingua-portuguesa-no-mundo/" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>.</p>
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		<title>Preocupante&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Oct 2010 22:51:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acentuação]]></category>
		<category><![CDATA[Acordo ortográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Na teia]]></category>
		<category><![CDATA[acentuação]]></category>
		<category><![CDATA[CBL]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando uma entidade como a CBL, Câmara Brasileira do Livro, comete um erro desse tipo, eu fico realmente preocupado. Faz tempo, muito tempo mesmo, que interesse perdeu o acento. Nem vou falar de &#8220;panacéia&#8221;, que não está respeitando o Acordo Ortográfico. Eu também não respeito&#8230; Mas &#8220;interêsse&#8221;&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando uma entidade como a CBL, Câmara Brasileira do Livro, comete um erro desse tipo, eu fico realmente preocupado.</p>
<p>Faz tempo, muito tempo mesmo, que interesse perdeu o acento.</p>
<p><a href="http://quefalta.xn.blog.br/wp-content/uploads/2010/10/interesse.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-536" title="interesse" src="http://quefalta.xn.blog.br/wp-content/uploads/2010/10/interesse.jpg" alt="" width="727" height="457" /></a></p>
<p>Nem vou falar de &#8220;panacéia&#8221;, que não está respeitando o Acordo Ortográfico. Eu também não respeito&#8230; Mas &#8220;interêsse&#8221;&#8230;</p>
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		<title>Não compre o novo VOLP! 3ª parte</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 21:01:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acordo ortográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Cláudio Moreno]]></category>
		<category><![CDATA[reforma ortográfica]]></category>
		<category><![CDATA[Volp]]></category>

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		<description><![CDATA[por Cláudio Moreno Neste artigo, como nos dois primeiros, o tema não é o novo Acordo, do qual sou crítico declarado e inimigo irredutível, mas o Vocabulário Ortográfico que nossa Academia deu à luz, em parto desastrado e prematuro. Isso significa que não vou avaliar aqui as mudanças propostas pela última Reforma, sobre (e contra) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Cláudio Moreno</p>
<p style="text-align: justify;">Neste artigo, como nos <a href="http://quefalta.alef3.com/index.php/acordo-ortografico/nao-compre-o-novo-volp-%e2%80%94-1%c2%aa-parte.php" target="_blank"><strong>dois</strong></a> <a href="http://quefalta.alef3.com/index.php/acordo-ortografico/nao-compre-o-novo-volp-2%c2%aa-parte.php" target="_blank"><strong>primeiros</strong></a>, o tema não é o novo Acordo, do qual sou crítico declarado e inimigo irredutível, mas o <em><strong>Vocabulário Ortográfico</strong></em> que nossa Academia deu à luz, em parto desastrado e prematuro. Isso significa que não vou avaliar aqui as mudanças propostas pela última Reforma, sobre (e contra) as quais já escrevi tantas vezes, mas sim apontar ao meu prezado leitor o equívoco que a comissão brasileira cometeu ao tentar interpretá-las, comprometendo irremediavelmente esta quinta edição do VOLP e condenando-a ao depósito de papel velho. É o que pretendo demonstrar.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o <em><strong>Diário Oficial da União</strong></em> publicou o texto do Acordo, percebeu-se que ele continha várias regras conflitantes ou redigidas de maneira confusa. E olhe, caro leitor, que não se trata da opinião pessoal de um adversário birrento como eu; esta foi a mesma impressão que tiveram todos os que se dispuseram a enfrentar aquele estilo pedestre, fossem eles do contra, fossem a favor. Todos nós — os bons e os maus, os crédulos e os descrentes — recolhemos as armas e ficamos na expectativa do vocabulário que a ABL deveria editar. Os acordistas tranquilizavam os aflitos (e a si mesmos) anunciando que todas as dúvidas e perplexidades que porventura restassem deixariam de existir no momento em que ele fosse publicado; os não-acordistas (com hífen, porque é assim que devem escrever aqueles que conhecem o idioma) esperavam, céticos, o parto da montanha, curiosos apenas em saber em que medida o VOLP reduziria o dano anunciado.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante desta disputa, um daqueles camponeses proverbiais, montado em seu burrico, teria sentenciado, abanando a cabeça: “De mau ovo, mau corvo”. E dito e feito: o VOLP veio decepcionar todo o mundo, pois a nossa comissão, em vez de trazer o bálsamo prometido, só veio aumentar a ardência da ferida, extrapolando sua competência ao tomar decisões que iam além e mesmo contra o que estava disposto. O caso de <strong>co-herdeiro</strong> foi típico. Em todo o Acordo perpassa a idéia de preservar sempre o <strong>H</strong> inicial do segundo elemento dos compostos (<strong>anti-higiênico</strong>, <strong>super-homem</strong>, <strong>neo-helênico</strong>, <strong>geo-história</strong>), o que representa um bem-vindo aperfeiçoamento do sistema de 1943, que não usaria hífen nos dois últimos exemplos acima. Nossa ortografia sempre manteve o <strong>H</strong> inicial de <strong>hora</strong>, <strong>hábito</strong> ou <strong>histérico </strong>— da mesma maneira que o Francês, o Inglês ou o Espanhol — para deixar visível o DNA desses vocábulos, inserindo-os na tradição greco-romana do Ocidente. Fiel a este espírito, a Reforma determinou que ele também seja conservado no interior dos vocábulos compostos, o que é decididamente um progresso; nossa ABL entendeu tão bem o princípio que o estendeu a um prefixo importante como <strong>sub</strong>-, transformando os antigos (e absurdos) <strong>subumano</strong>, <strong>subepático </strong>e <strong>subabitação</strong>, por exemplo, nos simpáticos <strong>sub-humano</strong>, <strong>sub-hepático</strong> e <strong>sub-habitação</strong>, com uma construção muito mais transparente para o usuário. Ora, depois de acertar tão bem no prego, essa mesma comissão, por razões insondáveis, resolveu dar uma martelada na tábua e transformou <strong>co-herdeiro</strong> (que continuamos a escrever assim, seja pelo modelo tradicional, seja pelo princípio atual) num esquisitíssimo *<strong>coerdeiro </strong>(está assim no VOLP), que desfigura totalmente o segundo elemento. Não importa se foi um cochilo ou se foi uma decisão deliberada, mas é um erro que precisa ser corrigido; escrito assim, o vocábulo contraria o princípio geral e, o que é mais espantoso, vai expressamente contra o texto do Acordo, que usa este vocábulo como exemplo, grafando-o, como era de esperar,  <strong>com hífen</strong> e <strong>com H</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é por um detalhe como esse, no entanto, que vamos condenar esta quinta edição. É natural que numa lista de centenas de milhares de itens existam dezenas de pequenos equívocos a corrigir (ainda mais se considerarmos a pressa com que foi feita e a duvidosa qualificação da equipe que a elaborou). Sempre foi assim, com as edições anteriores; mesmo o venerável e consistente vocabulário de 1943, enquanto vigeu, teve várias imperfeições e incoerências apontadas pelos especialistas. O que inutiliza o presente vocabulário, no entanto, é um equívoco teórico de base, que levou a comissão a grafar erradamente <strong>várias centenas de vocábulos</strong>, escrevendo <strong>sem hífen</strong>, por princípio, todos os compostos de <strong>mais de dois elementos</strong>. Num absurdo linguístico, como vou demonstrar na próxima coluna, defendem a retirada do hífen em vocábulos como <strong>fora-da-lei</strong>, <strong>pé-de-moleque</strong>, <strong>tomara-que-caia</strong>, <strong>dois-de-paus</strong>! É de estarrecer! Assim como está, o VOLP, como se diz, é “impróprio para o consumo”, tão funesto quanto o medicamento vencido ou a merenda estragada; espero sinceramente que já não esteja em curso alguma gigantesca operação para fornecê-lo a todas as escolas “desse” país. A ver.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2009/06/26/nao-compre-o-novo-volp-3%C2%AA-parte-10%C2%BA-de-10/" target="_blank"><strong>Fonte</strong></a></p>
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		<title>Não compre o novo VOLP! &#8211; 2ª parte</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 20:58:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acordo ortográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Cláudio Moreno]]></category>
		<category><![CDATA[reforma ortográfica]]></category>
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		<description><![CDATA[por Cláudio Moreno O assunto da coluna anterior foi a estranhíssima pressa com que nossa Academia lançou o seu Vocabulário Ortográfico, elaborado por uma comissão que, além de não ter representatividade alguma no meio cultural e acadêmico, não inclui — afora seu presidente, Evanildo Bechara — nenhuma reconhecida autoridade em nosso idioma. Estranhíssima, por quê? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Cláudio Moreno</p>
<p style="text-align: justify;">O assunto da <a href="http://quefalta.alef3.com/index.php/acordo-ortografico/nao-compre-o-novo-volp-%e2%80%94-1%c2%aa-parte.php" target="_blank"><strong>coluna anterior</strong></a> foi a estranhíssima pressa com que nossa Academia lançou o seu <em><strong>Vocabulário Ortográfico</strong></em>, elaborado por uma comissão que, além de não ter representatividade alguma no meio cultural e acadêmico, não inclui — afora seu presidente, Evanildo Bechara — nenhuma reconhecida autoridade em nosso idioma. Estranhíssima, por quê? — há de perguntar o leitor que está chegando agora ao baile;  estranhíssima, digo eu, porque esta desastrada publicação veio implodir a própria essência do Acordo, que era (alguém ainda se lembra desta peta?) a <strong>unificação da Língua Portuguesa</strong>, aquele sonho celestial que atraiu muita gente de boa fé, tanto aqui quanto além-mar! Ébrios de tanta utopia, os neoconvertidos já enxergavam, ao longe, a luz celestial do futuro prometido: o Português seria finalmente unificado em todos os países lusófonos, aumentando assim o seu poder político e conquistando o direito de ingressar no elenco das línguas oficiais da ONU; os livros editados aqui seriam vendidos na África, os livros editados na África seriam vendidos aqui, e em Portugal, e em qualquer outro rincão debaixo do sol em que se fale o idioma de Camões. Os que se opunham ao Acordo e o chamavam de inútil e fantasioso eram apedrejados pela multidão, acusados de “retrógrados”, “conservadores” e “colonialistas”, entre outras pérolas. Era inútil; repetia-se, com a devida alteração, o maroto dito popular: água morro abaixo, fogo morro acima e tolo que quer se iludir, ninguém há de segurar…</p>
<p style="text-align: justify;">Pois não é que a Academia Brasileira de Letras, sem tir-te nem guar-te, decidiu publicar um<strong> Vocabulário Ortográfico</strong> sem consultar ou ouvir os demais países interessados? Mas como? Não deveria ser um esforço comum? Não íamos todos dar as mãos para um mundo melhor, como recomendam as redações escolares? Pois não foi o que se viu. As autoridades brasileiras que se manifestaram quando o <strong><em>Vocabulário</em></strong> foi concluído quase não podiam conter o seu ufanismo: nada mais natural que tivéssemos saído na frente! Afinal, mais de 80% dos 230 milhões de falantes do Português vivem aqui na Pindorama, o que autoriza o Brasil a ser o puxador da escola de samba, a locomotiva do comboio, a São Paulo do mundo lusófono; <em>non ducor, duco</em> (”não sou conduzido, conduzo”), dizia, em Latim, o lema fascista cunhado por D’Annunzio. (Ao que eu, com meu habitual espírito de porco, poderia redarguir: mas a levar adiante esse raciocínio de brucutu — manda quem tiver o porrete maior —, por que não obrigamos, simplesmente, os demais países a escrever como <strong>nós </strong>temos feito desde 1943? Seria bem mais simples e mais barato — para <strong>nós!</strong>).</p>
<p style="text-align: justify;">Quando um jornalista perguntou se este <strong><em>VOLP</em></strong> isolado não se chocava frontalmente contra o espírito do Acordo, o professor Bechara simplesmente respondeu que os demais países deviam fazer o mesmo e lançar cada um o seu — o que resultaria, se chegasse a ser feito, em <strong>sete</strong> vocabulários ortográficos diferentes. Ou seja, não só deixaria de haver a propalada unificação (era só uma bravata de campanha, não <strong><span style="color: #339900;">vêem</span></strong>?), como ficaria ainda muito pior do que estávamos até o ano passado; haveria sete maneiras diferentes de grafar nossas palavras! E o Brasil todo — as universidades, os especialistas e, principalmente, a imprensa — aceitou que lhe enfiassem goela abaixo (ou por outra via…) este absurdo quase sem gemer! Aqui e ali alguma voz isolada denunciou o disparate cometido, mas, com um fatalismo bocó, a maioria dos brasileiros deu o fato como consumado e passou a se preocupar apenas em aprender a escrever novamente. Surgiram livrinhos oportunistas explicando o novo sistema, os jornais publicaram guias práticos e resumidos, organizaram-se cursos-relâmpago sobre o tema — tudo para permitir que nosso falante pudesse experimentar o prazer da nova ortografia sem sentir muita dor. Vários pontos do Acordo ainda estavam obscuros, mas os seus sacerdotes insistiam no mesmo mantra: o <strong>VOLP</strong> virá; <strong>ELE </strong>deixará tudo mais claro.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois <strong>ELE </strong>veio. Nova e desagradável surpresa: o <strong><em>VOLP</em></strong>, a bíblia da ortografia vigente no País, não é oferecido <em>on-line</em>, como deveria, para consulta de todos os fiéis. Mas o que você queria, ingênuo leitor? Acesso gratuito? Está pensando que isso é obra de benemerência? Afinal, o senhor é contra o empreendedorismo? Quer arruinar os que investiram tanto tempo e esforço para montar este esquema? O senhor tem alguma coisa contra o lucro? É anarquista? É bolchevique? Quer que Moisés mostre as Tábuas da Lei sem ganhar algum? Ledo engano, caro amigo. Vá preparando a carteira, que você vai gastar R$ 120,00 (fica por cem, com chorinho) para ingressar neste recinto — e muito mais nos calmantes que vai ter de tomar quando perceber que comprou fruta bichada. Mas isso eu explico depois.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #339900;">Depois do Acordo:<span style="font-weight: normal;"> </span></span></strong><strong><span style="color: #339900;"><span style="font-weight: normal;">vêem</span> &gt; veem</span></strong></p>
<p><a href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2009/06/02/nao-compre-o-novo-volp-2%C2%AA-parte-9%C2%B0-de-10/" target="_blank"><strong>Fonte</strong></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Não compre o novo VOLP! — 1ª parte</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 20:54:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acordo ortográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Cláudio Moreno]]></category>
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		<category><![CDATA[Volp]]></category>

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		<description><![CDATA[O artigo abaixo, e as duas outras partes, são de autoria do dr. Cláudio Moreno, mestre da língua, que, se não me falha a combalida memória, foi meu professor no cursinho Unificado em Porto Alegre, nos anos 80 do século passado. Seus livros estão entre os que mais freqüentemente consulto sobre as dúvidas miúdas (e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo abaixo, e as duas outras partes, são de autoria do <a href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/sobre-o-autor/" target="_blank"><strong>dr. Cláudio Moreno</strong></a>, mestre da língua, que, se não me falha a combalida memória, foi meu professor no cursinho Unificado em Porto Alegre, nos anos 80 do século passado. Seus livros estão entre os que mais freqüentemente consulto sobre as dúvidas miúdas (e algumas graúdas ou vice-versa) acerca do uso da língua.</p>
<p>Gosto do estilo com que ele escreve, com fina ironia, batendo nos insolentes e presunçosos, desancando o tal acordo e preocupando-se, de verdade, com quem está interessado em aprender. Visitem sempre <a href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/" target="_blank"><strong>seu sítio</strong></a>. Se quiserem, sigam-no <a href="https://twitter.com/moreno_" target="_blank"><strong>Twitter</strong></a>.</p>
<p>Sem mais delongas, o alerta do Moreno.</p>
<p>____</p>
<h2>Não compre o novo VOLP! — 1ª parte</h2>
<p style="text-align: justify;">Plutarco nos conta, em suas <em><strong>Vidas Paralelas</strong></em>, que Catão fazia uma campanha cerrada para que Roma destruísse de uma vez por todas os cartagineses, e para isso sempre encerrava seus discursos com uma frase que ficou famosa: <em>ceterum censeo Carthaginem esse delendam</em> (algo como “além disso, acho que Cartago deve ser destruída”). Como não consigo me conformar com a passividade ovina com que a nova ortografia vem sendo recebida no Brasil, pensei em imitar o venerável senador romano e concluir todos os meus artigos com uma frase que levasse meus leitores a perceber o oportunismo e a incompetência do Acordo. Eu já estava me ensaiando nesta cruzada quando, sem dizer água-vai, a Academia literalmente nos atropelou com a publicação do seu <strong><em>Vocabulário Ortográfico</em></strong>, cujos responsáveis um dia serão castigados por infligir ao nosso pobre idioma <strong>um dano ainda maior </strong>que os prejuízos causados por esta reforma infeliz. Em outras palavras, o Acordo foi a <strong>queda</strong>, o <strong><em>VOLP</em></strong> foi o <strong>coice</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Não vou tentar fazer uma lista completa de todos os problemas que ali existem; a experiência me ensinou que essa é uma estratégia ruim, pois o número excessivo de detalhes técnicos termina anestesiando o leitor, impedindo que ele distinga, no meio de todas as mudanças propostas, aquelas que realmente vieram atrapalhar sua vida. Por isso mesmo, vou me limitar a poucas (mas graves) denúncias.</p>
<p style="text-align: justify;">1 — A grande justificativa dada pelos defensores do Acordo sempre foi a <strong>unificação</strong> da Português (não vou discutir se é possível ou não, desejável ou não, importante ou não; estou aqui para falar do <strong><em>VOLP</em></strong>). Foi em torno deste nobre objetivo que os países lusófonos se reuniram, dispostos a investir muito tempo (e muito dinheiro) para alcançá-lo; nada mais natural, portanto, que o Acordo, já no seu Artigo 2º, declare expressamente que todos os países signatários tomarão as providências necessárias para elaborar “um <strong>vocabulário ortográfico comum</strong> da Língua Portuguesa, tão completo quanto desejável”. É justo, dirá o meu leitor; afinal, quem quer os fins dá os meios, e a existência desse núcleo duro, comum a todos os países que falam a língua de Eça e de Machado, servirá de base para os dicionários, gramáticas e corretores de texto que vão nascer com a Nova Ordem.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi imbuída desse puro espírito fraternal que a simpática Academia Galega, ainda esta semana, entregou à Academia de Ciências de Lisboa uma relação do léxico comum aos portugueses e galegos; ao receber o vocabulário, o responsável pelo Instituto de Lexicografia ressaltou a importância desse tipo de contribuição para a elaboração de um documento de base, que se enriquecerá ainda mais quando todas as regiões lusófonas, de Cabo Verde a Timor-Leste, fizerem o mesmo. Perfeito! Se você aguçar bem o ouvido, prezado leitor, não deixará de ouvir, ao fundo, o som das harpas e o cantar dos anjos.</p>
<p style="text-align: justify;">2 — Ora, aqueles portugueses que defendiam o sonho da unificação não perceberam com quem andavam a fazer acordos e caíram na esparrela. Não tinham a menor <strong><span style="color: #339900;">idéia</span></strong> da perversa arrogância do brasileiro de hoje, metido a malandro, matreiro, astucioso (o velho complexo de inferioridade invertido), que se acha mais esperto que qualquer estrangeiro, mais sabido que qualquer professor (”Meu mulato <strong>inzoneiro</strong>“, como diz Ary Barroso, na <strong><em>Aquarela do Brasil</em></strong> — leia-se, “que é sonso, manhoso, enredador”). Quando Portugal abriu os olhos, já estávamos com o nosso <strong><em>Vocabulário Ortográfico</em></strong> pronto, publicado e à venda por módicos R$120,00 (mais sobre isso, depois). O ingênuo europeu ainda perguntou, timidamente: “E o vocabulário <strong>comum</strong>, como fica?”. Nossa Academia, ou por estultice ou por esperteza (tanto faz, pois a vergonha que sinto é a mesma!), respondeu candidamente que o <strong>vocabulário comum</strong> estava pronto, só faltava agora o vocabulário ortográfico de nomes <strong>próprios </strong>— ou seja, fingiu não entender que, neste caso, o adjetivo <strong>comum</strong> significa “compartilhado, pertencente a todos”. A esta altura, caro leitor, você está olhando incrédulo para estas linhas. “Ah, essa não! Não acredito! Nossa Academia não faria isso!”. Pois fez. E pior: como a pergunta continuasse no ar, o responsável pela elaboração do <strong>VOLP</strong>, nosso bom Evanildo Bechara (que era considerado, até então, o gramático de referência do Brasil atual), teve a coragem de declarar, em entrevista à<em> Folha de São Paulo,</em> que os especialistas portugueses não foram consultados porque “em nenhum momento o Acordo fala em vocabulário comum. O VOLP, portanto, é brasileiro, e os outros países de Língua Portuguesa poderão criar os seus” — o que levou D’Silvas Filho, um dos ardorosos defensores do Acordo lá na terra de nossos avós, confessar, há poucas semanas: “Agora sinto-me perplexo, com o receio de que, efectivamente, esteja à vista uma mudança com perda da nossa identidade nacional na língua”. Só agora, digníssimo? Boneca Teresa! (a novela continua)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #339900;">Depois do Acordo: </span></strong><span><span style="color: #339900;"> </span></span><strong><span style="color: #339900;"><span style="font-weight: normal;">idéia</span> &gt; ideia</span></strong></p>
<p><a href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2009/06/02/nao-compre-o-novo-volp-8%C2%B0-de-10/" target="_blank"><strong>Fonte</strong></a></p>
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		<title>Sobre lusofonia e sobre o acordo</title>
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		<pubDate>Tue, 12 May 2009 22:27:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acordo ortográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[lusofonia]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontrei dois excelentes artigos hoje. O primeiro é uma entrevista com o escritor moçambicano Mia Couto. Nele, Couto fala de sua obra, de seu modo de escrever poesia em forma de prosa, de lusofonia e do acordo. Destaco o seguinte trecho: O senhor é um crítico da lusofonia da forma como ela está posta atualmente. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Encontrei dois excelentes artigos hoje. O primeiro é uma entrevista com o escritor moçambicano <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mia_Couto" target="_blank"><strong>Mia Couto</strong></a>. <a href="http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2720&amp;cd_materia=977" target="_blank"><strong>Nele</strong></a>, Couto fala de sua obra, de seu modo de escrever poesia em forma de prosa, de lusofonia e do acordo. Destaco o seguinte trecho:</p>
<blockquote><p><strong>O senhor é um crítico da lusofonia da forma como ela está posta atualmente. De que modo ou modos esse conceito poderia se tornar, de fato, eficiente?</strong><br />
Possivelmente, já estão se fazendo coisas que ultrapassam as agendas proclamadas por governos. Há intercâmbios que se realizam em um nível pouco visível, mas que resultam de forma duradoura. Outras realizações são mais conhecidas e mais espectaculares. O Brasil penetra no imaginário africano por via das novelas televisivas, e isso tem vantagens e desvantagens. Seria preferível que fossem, por exemplo, a literatura e o cinema de alta qualidade que nos chegassem. Mas sempre foi assim: Roberta Miranda, Roberto Carlos, Nelson Ned e Fafá de Belém tiveram uma penetração bem maior que Caetano Veloso, Chico Buarque, Maria Bethânia. Foram os mais populares (mesmo que de qualidade questionável) que fizeram a lusofonia que temos hoje. Os que laboram na aposta da qualidade serão ainda por muito tempo uma minoria. Talvez faça parte da nossa cultura comum saltitarmos entre cerimônias festivas e dramas de existência. Não creio que a lusofonia se faça por via de debates. Não vejo os francófonos debatendo a francofonia como nós fazemos com a língua portuguesa. Para os anglófonos, nem sequer a questão se coloca. É triste que a maior prova da existência da lusofonia seja a sua insistente proclamação e a sua intermitente contestação.</p>
<p><strong>O que o senhor pensa a respeito do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa?</strong><br />
Um acordo que precise tanto de justificação já nasceu de uma meia verdade. O que nos falta para uma maior proximidade não é a uniformização da ortografia. Sempre lemos em Moçambique os autores brasileiros na sua grafia original. E os amamos assim mesmo. E, se calhar, também por causa dessa dissemelhança. Os meus livros são publicados no Brasil sem adequação a ortografia nenhuma. E nunca houve ninguém que me dissesse ter tido dificuldade. O que nos separa são outras razões. E essas devem ser discutidas com verdade.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.itaucultural.org.br/index.cfm?cd_pagina=2720&amp;cd_materia=968" target="_blank"><strong>O segundo artigo</strong></a> trata mais especificamente da lusofonia, da falha definição usada, a qual resultou, entre outras coisas, no tal acordo ortográfico. Entre os vários autores citados e/ou entrevistados, Mia Couto. Destaco o trecho a seguir:</p>
<blockquote><p>Outra questão, como coloca Costa, é a distância entre a teoria e a prática dessa suposta aproximação: &#8220;Quando se fala em lusofonia, pensa-se muito no mar português, no imaginário daquele país, nas suas dores como um ex-império e nos sentimentos belos ou confusos que isso tudo causa. Prefiro a associação de quem fala português no mundo não como lusofonia, voz de luso, mas como as vozes que falam português pelo mundo. A língua portuguesa não é de luso, mas de todos os que a usam&#8221;.</p>
<p>Essa opinião é compartilhada por Mia Couto, crítico ardoroso do projeto lusófono no âmbito institucional. &#8220;Somos nós que falamos e escrevemos em língua portuguesa todos os dias. E aqui reside uma das muitas inverdades quando se fala de lusofonia. Boa parte dos 20 milhões de moçambicanos não fala português. Não são lusófonos. Se a cidadania que buscamos passa exclusivamente pelo idioma, esses meus compatriotas estão excluídos. Precisamos de uma lusofonia suficientemente plural para poder ser falada nas línguas que são as nossas. Como diz Eduardo Lourenço [ensaísta português]: o que importa não é apenas a língua que falamos mas como somos falados por essa língua.&#8221;</p></blockquote>
<p>Leiam os dois artigos. Valem o tempo investido.</p>
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		<title>Mais uma ajuda</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 15:29:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acordo ortográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias do Que Falta]]></category>
		<category><![CDATA[jornais]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[reforma ortográfica]]></category>
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		<description><![CDATA[Como, infelizmente, o Brasil adotou mesmo o estúpido acordo ortográfico, é preciso dominar as regras. Na dúvida, há bons serviços para ajudar, como este. Aqui no Que Falta poderemos esclarecer dúvidas em relação ao acordo, mas não vamos adotá-lo. Jornais, revistas, portais e por aí afora abraçaram as novas regras mesmo antes de eles entrarem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como, infelizmente, o Brasil adotou mesmo o <span style="text-decoration: line-through;">estúpid</span>o acordo ortográfico, é preciso dominar as regras. Na dúvida, há bons serviços para ajudar, como <a href="http://ramonpage.com/ortografa/" target="_blank"><strong>este</strong></a>.</p>
<p>Aqui no Que Falta poderemos esclarecer dúvidas em relação ao acordo, mas não vamos adotá-lo. Jornais, revistas, portais e por aí afora abraçaram as novas regras mesmo antes de eles entrarem em vigor, numa atitude colonialista e burra admirável. Portanto, só resta a internet como lugar de resistência. Sabemos que é uma luta inglória, mas vale como defesa de ideiais e de princípios.</p>
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		<title>Acertou na primeira</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 21:19:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acordo ortográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Na teia]]></category>
		<category><![CDATA[Terra]]></category>
		<category><![CDATA[concordância verbal]]></category>
		<category><![CDATA[erro de português]]></category>

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		<description><![CDATA[Os redatores de certo portal (vou omitir o nome para não parecer perseguição) parecem não ter muita convicção no uso da língua. No exemplo abaixo, tirado daqui, como neste visto ontem, acertam a primeira vez e, logo em seguida, pisam na bola. Confira. &#8220;As mulheres têm&#8221; está certíssimo! O verbo ter, na terceira pessoa do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os redatores de certo portal (vou omitir o nome para não parecer perseguição) parecem não ter muita convicção no uso da língua. No exemplo abaixo, <a href="http://beleza.terra.com.br/homem/interna/0,,OI3646091-EI7591,00-Site+lista+as+obrigacoes+de+cada+sexo+para+uma+relacao+durar.html" target="_blank"><strong>tirado daqui</strong></a>, como <a href="http://quefalta.alef3.com/index.php/nos-sitios/a-maioria-e-ou-a-maioria-sao.php" target="_blank"><strong>neste</strong></a> visto ontem, acertam a primeira vez e, logo em seguida, pisam na bola. Confira.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://i533.photobucket.com/albums/ee331/detudo/quefalta/casal-tem.jpg" alt="" width="250" height="115" /></p>
<p>&#8220;As mulheres têm&#8221; está certíssimo! O verbo ter, na terceira pessoa do plural, leva acento. Ora, se isso está certo no início da frase, deveria valer no final também, certo? Pois o redator/revisor pensa diferente. Ele escreveu &#8220;ambos os sexos tem&#8221;. O correto é &#8220;têm&#8221; aqui também (rimou!). E o outro erro é que o verbo pôr não perdeu o acento diferencial, que o distingue da preposição por, nem com o estapafúrdio <a href="http://quefalta.alef3.com/index.php/nos-sitios/um-exemplo-que-infelizmente-os-brasileiros-nao-seguiram.php" target="_blank"><strong>acordo ortográfico</strong></a>.</p>
<p>Parodiando o texto, é preciso pôr a mão na massa (= livros) para escrever certo.</p>
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		<title>Um exemplo que, infelizmente, os brasileiros não seguiram</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 22:24:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acordo ortográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Na teia]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[português]]></category>
		<category><![CDATA[reforma ortográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar da lambança feita com a concordância, como comentei aqui, a notícia publicada no Terra é muito boa e merece ser lida. Ela fala que os portugueses, em sua maioria, não aprovam o ridículo acordo ortográfico e não pretendem usá-lo. Não lembro de nenhuma pesquisa similar feita com brasileiros, e talvez até tivéssemos um número [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar da lambança feita com a concordância, como comentei <a href="http://quefalta.alef3.com/index.php/nos-sitios/a-maioria-e-ou-a-maioria-sao.php" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>, a <a href="http://noticias.terra.com.br/interna/0,,OI3645686-EI188,00.html" target="_blank"><strong>notícia publicada no Terra</strong></a> é muito boa e merece ser lida. Ela fala que os portugueses, em sua maioria, não aprovam o <span style="text-decoration: line-through;">ridículo</span> acordo ortográfico e não pretendem usá-lo. Não lembro de nenhuma pesquisa similar feita com brasileiros, e talvez até tivéssemos um número similar de pessoas contrárias a ele. Interessante que os jovens lusos são os que mais discordam da reforma. Acho que aqui no Brasil teríamos um percentual diferente, já que os miguxos já não sabem escrever mesmo e estão felizes com a novidade.</p>
<p>Mas o que realmente gostei na matéria, e que me fez tirar o chapéu para os portugueses foi este parágrafo:</p>
<blockquote><p>Em Portugal apenas três jornais estão utilizando as normas do acordo, dos quais só um tem circulação nacional: o esportivo Record.</p></blockquote>
<p>Aqui no Brasil, até onde sei, todos os jornais, impressos ou de internet, portais e grandes fornecedores de conteúdo abraçaram de pé e mão o acordo, alguns até mesmo antes de o acordo ser firmado. <em>Folha de S.Paulo</em> e <em>Veja</em> já há muito tempo aboliram, por conta própria, o trema. Estranha essa atitude. Será que só na internet haverá redutos de rebelião contra essa reforma estúpida? Em Portugal, o prazo para o uso das novas regras é diferente do do Brasil. Uai, que raio de acordo é esse, em que cada uma das partes age como bem entende? E ouço por aí, em faculdades de letras, que talvez Portugal nem mesmo adote a nova ortografia&#8230;</p>
<p>Portugueses, vocês estão de parabéns!</p>
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