Apesar da lambança feita com a concordância, como comentei aqui, a notícia publicada no Terra é muito boa e merece ser lida. Ela fala que os portugueses, em sua maioria, não aprovam o ridículo acordo ortográfico e não pretendem usá-lo. Não lembro de nenhuma pesquisa similar feita com brasileiros, e talvez até tivéssemos um número similar de pessoas contrárias a ele. Interessante que os jovens lusos são os que mais discordam da reforma. Acho que aqui no Brasil teríamos um percentual diferente, já que os miguxos já não sabem escrever mesmo e estão felizes com a novidade.
Mas o que realmente gostei na matéria, e que me fez tirar o chapéu para os portugueses foi este parágrafo:
Em Portugal apenas três jornais estão utilizando as normas do acordo, dos quais só um tem circulação nacional: o esportivo Record.
Aqui no Brasil, até onde sei, todos os jornais, impressos ou de internet, portais e grandes fornecedores de conteúdo abraçaram de pé e mão o acordo, alguns até mesmo antes de o acordo ser firmado. Folha de S.Paulo e Veja já há muito tempo aboliram, por conta própria, o trema. Estranha essa atitude. Será que só na internet haverá redutos de rebelião contra essa reforma estúpida? Em Portugal, o prazo para o uso das novas regras é diferente do do Brasil. Uai, que raio de acordo é esse, em que cada uma das partes age como bem entende? E ouço por aí, em faculdades de letras, que talvez Portugal nem mesmo adote a nova ortografia…
Portugueses, vocês estão de parabéns!
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BlogoSquare
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[...] “As mulheres têm” está certíssimo! O verbo ter, na terceira pessoa do plural, leva acento. Ora, se isso está certo no início da frase, deveria valer no final também, certo? Pois o redator/revisor pensa diferente. Ele escreveu “ambos os sexos tem”. O correto é “têm” aqui também (rimou!). E o outro erro é que o verbo pôr não perdeu o acento diferencial, que o distingue da preposição por, nem com o estapafúrdio acordo ortográfico. [...]