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	<title>Que falta faz um revisor! &#187; reforma ortográfica</title>
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	<description>Erros de português encontrados por aí, e outras coisas da nossa língua</description>
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		<title>Não compre o novo VOLP! 3ª parte</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 21:01:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Nunes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cláudio Moreno]]></category>
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		<description><![CDATA[por Cláudio Moreno Neste artigo, como nos dois primeiros, o tema não é o novo Acordo, do qual sou crítico declarado e inimigo irredutível, mas o Vocabulário Ortográfico que nossa Academia deu à luz, em parto desastrado e prematuro. Isso significa que não vou avaliar aqui as mudanças propostas pela última Reforma, sobre (e contra) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Cláudio Moreno</p>
<p style="text-align: justify;">Neste artigo, como nos <a href="http://quefalta.alef3.com/index.php/acordo-ortografico/nao-compre-o-novo-volp-%e2%80%94-1%c2%aa-parte.php" target="_blank"><strong>dois</strong></a> <a href="http://quefalta.alef3.com/index.php/acordo-ortografico/nao-compre-o-novo-volp-2%c2%aa-parte.php" target="_blank"><strong>primeiros</strong></a>, o tema não é o novo Acordo, do qual sou crítico declarado e inimigo irredutível, mas o <em><strong>Vocabulário Ortográfico</strong></em> que nossa Academia deu à luz, em parto desastrado e prematuro. Isso significa que não vou avaliar aqui as mudanças propostas pela última Reforma, sobre (e contra) as quais já escrevi tantas vezes, mas sim apontar ao meu prezado leitor o equívoco que a comissão brasileira cometeu ao tentar interpretá-las, comprometendo irremediavelmente esta quinta edição do VOLP e condenando-a ao depósito de papel velho. É o que pretendo demonstrar.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o <em><strong>Diário Oficial da União</strong></em> publicou o texto do Acordo, percebeu-se que ele continha várias regras conflitantes ou redigidas de maneira confusa. E olhe, caro leitor, que não se trata da opinião pessoal de um adversário birrento como eu; esta foi a mesma impressão que tiveram todos os que se dispuseram a enfrentar aquele estilo pedestre, fossem eles do contra, fossem a favor. Todos nós — os bons e os maus, os crédulos e os descrentes — recolhemos as armas e ficamos na expectativa do vocabulário que a ABL deveria editar. Os acordistas tranquilizavam os aflitos (e a si mesmos) anunciando que todas as dúvidas e perplexidades que porventura restassem deixariam de existir no momento em que ele fosse publicado; os não-acordistas (com hífen, porque é assim que devem escrever aqueles que conhecem o idioma) esperavam, céticos, o parto da montanha, curiosos apenas em saber em que medida o VOLP reduziria o dano anunciado.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante desta disputa, um daqueles camponeses proverbiais, montado em seu burrico, teria sentenciado, abanando a cabeça: “De mau ovo, mau corvo”. E dito e feito: o VOLP veio decepcionar todo o mundo, pois a nossa comissão, em vez de trazer o bálsamo prometido, só veio aumentar a ardência da ferida, extrapolando sua competência ao tomar decisões que iam além e mesmo contra o que estava disposto. O caso de <strong>co-herdeiro</strong> foi típico. Em todo o Acordo perpassa a idéia de preservar sempre o <strong>H</strong> inicial do segundo elemento dos compostos (<strong>anti-higiênico</strong>, <strong>super-homem</strong>, <strong>neo-helênico</strong>, <strong>geo-história</strong>), o que representa um bem-vindo aperfeiçoamento do sistema de 1943, que não usaria hífen nos dois últimos exemplos acima. Nossa ortografia sempre manteve o <strong>H</strong> inicial de <strong>hora</strong>, <strong>hábito</strong> ou <strong>histérico </strong>— da mesma maneira que o Francês, o Inglês ou o Espanhol — para deixar visível o DNA desses vocábulos, inserindo-os na tradição greco-romana do Ocidente. Fiel a este espírito, a Reforma determinou que ele também seja conservado no interior dos vocábulos compostos, o que é decididamente um progresso; nossa ABL entendeu tão bem o princípio que o estendeu a um prefixo importante como <strong>sub</strong>-, transformando os antigos (e absurdos) <strong>subumano</strong>, <strong>subepático </strong>e <strong>subabitação</strong>, por exemplo, nos simpáticos <strong>sub-humano</strong>, <strong>sub-hepático</strong> e <strong>sub-habitação</strong>, com uma construção muito mais transparente para o usuário. Ora, depois de acertar tão bem no prego, essa mesma comissão, por razões insondáveis, resolveu dar uma martelada na tábua e transformou <strong>co-herdeiro</strong> (que continuamos a escrever assim, seja pelo modelo tradicional, seja pelo princípio atual) num esquisitíssimo *<strong>coerdeiro </strong>(está assim no VOLP), que desfigura totalmente o segundo elemento. Não importa se foi um cochilo ou se foi uma decisão deliberada, mas é um erro que precisa ser corrigido; escrito assim, o vocábulo contraria o princípio geral e, o que é mais espantoso, vai expressamente contra o texto do Acordo, que usa este vocábulo como exemplo, grafando-o, como era de esperar,  <strong>com hífen</strong> e <strong>com H</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é por um detalhe como esse, no entanto, que vamos condenar esta quinta edição. É natural que numa lista de centenas de milhares de itens existam dezenas de pequenos equívocos a corrigir (ainda mais se considerarmos a pressa com que foi feita e a duvidosa qualificação da equipe que a elaborou). Sempre foi assim, com as edições anteriores; mesmo o venerável e consistente vocabulário de 1943, enquanto vigeu, teve várias imperfeições e incoerências apontadas pelos especialistas. O que inutiliza o presente vocabulário, no entanto, é um equívoco teórico de base, que levou a comissão a grafar erradamente <strong>várias centenas de vocábulos</strong>, escrevendo <strong>sem hífen</strong>, por princípio, todos os compostos de <strong>mais de dois elementos</strong>. Num absurdo linguístico, como vou demonstrar na próxima coluna, defendem a retirada do hífen em vocábulos como <strong>fora-da-lei</strong>, <strong>pé-de-moleque</strong>, <strong>tomara-que-caia</strong>, <strong>dois-de-paus</strong>! É de estarrecer! Assim como está, o VOLP, como se diz, é “impróprio para o consumo”, tão funesto quanto o medicamento vencido ou a merenda estragada; espero sinceramente que já não esteja em curso alguma gigantesca operação para fornecê-lo a todas as escolas “desse” país. A ver.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2009/06/26/nao-compre-o-novo-volp-3%C2%AA-parte-10%C2%BA-de-10/" target="_blank"><strong>Fonte</strong></a></p>
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		<title>Não compre o novo VOLP! &#8211; 2ª parte</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 20:58:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Nunes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Cláudio Moreno O assunto da coluna anterior foi a estranhíssima pressa com que nossa Academia lançou o seu Vocabulário Ortográfico, elaborado por uma comissão que, além de não ter representatividade alguma no meio cultural e acadêmico, não inclui — afora seu presidente, Evanildo Bechara — nenhuma reconhecida autoridade em nosso idioma. Estranhíssima, por quê? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por Cláudio Moreno</p>
<p style="text-align: justify;">O assunto da <a href="http://quefalta.alef3.com/index.php/acordo-ortografico/nao-compre-o-novo-volp-%e2%80%94-1%c2%aa-parte.php" target="_blank"><strong>coluna anterior</strong></a> foi a estranhíssima pressa com que nossa Academia lançou o seu <em><strong>Vocabulário Ortográfico</strong></em>, elaborado por uma comissão que, além de não ter representatividade alguma no meio cultural e acadêmico, não inclui — afora seu presidente, Evanildo Bechara — nenhuma reconhecida autoridade em nosso idioma. Estranhíssima, por quê? — há de perguntar o leitor que está chegando agora ao baile;  estranhíssima, digo eu, porque esta desastrada publicação veio implodir a própria essência do Acordo, que era (alguém ainda se lembra desta peta?) a <strong>unificação da Língua Portuguesa</strong>, aquele sonho celestial que atraiu muita gente de boa fé, tanto aqui quanto além-mar! Ébrios de tanta utopia, os neoconvertidos já enxergavam, ao longe, a luz celestial do futuro prometido: o Português seria finalmente unificado em todos os países lusófonos, aumentando assim o seu poder político e conquistando o direito de ingressar no elenco das línguas oficiais da ONU; os livros editados aqui seriam vendidos na África, os livros editados na África seriam vendidos aqui, e em Portugal, e em qualquer outro rincão debaixo do sol em que se fale o idioma de Camões. Os que se opunham ao Acordo e o chamavam de inútil e fantasioso eram apedrejados pela multidão, acusados de “retrógrados”, “conservadores” e “colonialistas”, entre outras pérolas. Era inútil; repetia-se, com a devida alteração, o maroto dito popular: água morro abaixo, fogo morro acima e tolo que quer se iludir, ninguém há de segurar…</p>
<p style="text-align: justify;">Pois não é que a Academia Brasileira de Letras, sem tir-te nem guar-te, decidiu publicar um<strong> Vocabulário Ortográfico</strong> sem consultar ou ouvir os demais países interessados? Mas como? Não deveria ser um esforço comum? Não íamos todos dar as mãos para um mundo melhor, como recomendam as redações escolares? Pois não foi o que se viu. As autoridades brasileiras que se manifestaram quando o <strong><em>Vocabulário</em></strong> foi concluído quase não podiam conter o seu ufanismo: nada mais natural que tivéssemos saído na frente! Afinal, mais de 80% dos 230 milhões de falantes do Português vivem aqui na Pindorama, o que autoriza o Brasil a ser o puxador da escola de samba, a locomotiva do comboio, a São Paulo do mundo lusófono; <em>non ducor, duco</em> (”não sou conduzido, conduzo”), dizia, em Latim, o lema fascista cunhado por D’Annunzio. (Ao que eu, com meu habitual espírito de porco, poderia redarguir: mas a levar adiante esse raciocínio de brucutu — manda quem tiver o porrete maior —, por que não obrigamos, simplesmente, os demais países a escrever como <strong>nós </strong>temos feito desde 1943? Seria bem mais simples e mais barato — para <strong>nós!</strong>).</p>
<p style="text-align: justify;">Quando um jornalista perguntou se este <strong><em>VOLP</em></strong> isolado não se chocava frontalmente contra o espírito do Acordo, o professor Bechara simplesmente respondeu que os demais países deviam fazer o mesmo e lançar cada um o seu — o que resultaria, se chegasse a ser feito, em <strong>sete</strong> vocabulários ortográficos diferentes. Ou seja, não só deixaria de haver a propalada unificação (era só uma bravata de campanha, não <strong><span style="color: #339900;">vêem</span></strong>?), como ficaria ainda muito pior do que estávamos até o ano passado; haveria sete maneiras diferentes de grafar nossas palavras! E o Brasil todo — as universidades, os especialistas e, principalmente, a imprensa — aceitou que lhe enfiassem goela abaixo (ou por outra via…) este absurdo quase sem gemer! Aqui e ali alguma voz isolada denunciou o disparate cometido, mas, com um fatalismo bocó, a maioria dos brasileiros deu o fato como consumado e passou a se preocupar apenas em aprender a escrever novamente. Surgiram livrinhos oportunistas explicando o novo sistema, os jornais publicaram guias práticos e resumidos, organizaram-se cursos-relâmpago sobre o tema — tudo para permitir que nosso falante pudesse experimentar o prazer da nova ortografia sem sentir muita dor. Vários pontos do Acordo ainda estavam obscuros, mas os seus sacerdotes insistiam no mesmo mantra: o <strong>VOLP</strong> virá; <strong>ELE </strong>deixará tudo mais claro.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois <strong>ELE </strong>veio. Nova e desagradável surpresa: o <strong><em>VOLP</em></strong>, a bíblia da ortografia vigente no País, não é oferecido <em>on-line</em>, como deveria, para consulta de todos os fiéis. Mas o que você queria, ingênuo leitor? Acesso gratuito? Está pensando que isso é obra de benemerência? Afinal, o senhor é contra o empreendedorismo? Quer arruinar os que investiram tanto tempo e esforço para montar este esquema? O senhor tem alguma coisa contra o lucro? É anarquista? É bolchevique? Quer que Moisés mostre as Tábuas da Lei sem ganhar algum? Ledo engano, caro amigo. Vá preparando a carteira, que você vai gastar R$ 120,00 (fica por cem, com chorinho) para ingressar neste recinto — e muito mais nos calmantes que vai ter de tomar quando perceber que comprou fruta bichada. Mas isso eu explico depois.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #339900;">Depois do Acordo:<span style="font-weight: normal;"> </span></span></strong><strong><span style="color: #339900;"><span style="font-weight: normal;">vêem</span> &gt; veem</span></strong></p>
<p><a href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2009/06/02/nao-compre-o-novo-volp-2%C2%AA-parte-9%C2%B0-de-10/" target="_blank"><strong>Fonte</strong></a></p>
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		<title>Não compre o novo VOLP! — 1ª parte</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jun 2009 20:54:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acordo ortográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Cláudio Moreno]]></category>
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		<description><![CDATA[O artigo abaixo, e as duas outras partes, são de autoria do dr. Cláudio Moreno, mestre da língua, que, se não me falha a combalida memória, foi meu professor no cursinho Unificado em Porto Alegre, nos anos 80 do século passado. Seus livros estão entre os que mais freqüentemente consulto sobre as dúvidas miúdas (e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo abaixo, e as duas outras partes, são de autoria do <a href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/sobre-o-autor/" target="_blank"><strong>dr. Cláudio Moreno</strong></a>, mestre da língua, que, se não me falha a combalida memória, foi meu professor no cursinho Unificado em Porto Alegre, nos anos 80 do século passado. Seus livros estão entre os que mais freqüentemente consulto sobre as dúvidas miúdas (e algumas graúdas ou vice-versa) acerca do uso da língua.</p>
<p>Gosto do estilo com que ele escreve, com fina ironia, batendo nos insolentes e presunçosos, desancando o tal acordo e preocupando-se, de verdade, com quem está interessado em aprender. Visitem sempre <a href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/" target="_blank"><strong>seu sítio</strong></a>. Se quiserem, sigam-no <a href="https://twitter.com/moreno_" target="_blank"><strong>Twitter</strong></a>.</p>
<p>Sem mais delongas, o alerta do Moreno.</p>
<p>____</p>
<h2>Não compre o novo VOLP! — 1ª parte</h2>
<p style="text-align: justify;">Plutarco nos conta, em suas <em><strong>Vidas Paralelas</strong></em>, que Catão fazia uma campanha cerrada para que Roma destruísse de uma vez por todas os cartagineses, e para isso sempre encerrava seus discursos com uma frase que ficou famosa: <em>ceterum censeo Carthaginem esse delendam</em> (algo como “além disso, acho que Cartago deve ser destruída”). Como não consigo me conformar com a passividade ovina com que a nova ortografia vem sendo recebida no Brasil, pensei em imitar o venerável senador romano e concluir todos os meus artigos com uma frase que levasse meus leitores a perceber o oportunismo e a incompetência do Acordo. Eu já estava me ensaiando nesta cruzada quando, sem dizer água-vai, a Academia literalmente nos atropelou com a publicação do seu <strong><em>Vocabulário Ortográfico</em></strong>, cujos responsáveis um dia serão castigados por infligir ao nosso pobre idioma <strong>um dano ainda maior </strong>que os prejuízos causados por esta reforma infeliz. Em outras palavras, o Acordo foi a <strong>queda</strong>, o <strong><em>VOLP</em></strong> foi o <strong>coice</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Não vou tentar fazer uma lista completa de todos os problemas que ali existem; a experiência me ensinou que essa é uma estratégia ruim, pois o número excessivo de detalhes técnicos termina anestesiando o leitor, impedindo que ele distinga, no meio de todas as mudanças propostas, aquelas que realmente vieram atrapalhar sua vida. Por isso mesmo, vou me limitar a poucas (mas graves) denúncias.</p>
<p style="text-align: justify;">1 — A grande justificativa dada pelos defensores do Acordo sempre foi a <strong>unificação</strong> da Português (não vou discutir se é possível ou não, desejável ou não, importante ou não; estou aqui para falar do <strong><em>VOLP</em></strong>). Foi em torno deste nobre objetivo que os países lusófonos se reuniram, dispostos a investir muito tempo (e muito dinheiro) para alcançá-lo; nada mais natural, portanto, que o Acordo, já no seu Artigo 2º, declare expressamente que todos os países signatários tomarão as providências necessárias para elaborar “um <strong>vocabulário ortográfico comum</strong> da Língua Portuguesa, tão completo quanto desejável”. É justo, dirá o meu leitor; afinal, quem quer os fins dá os meios, e a existência desse núcleo duro, comum a todos os países que falam a língua de Eça e de Machado, servirá de base para os dicionários, gramáticas e corretores de texto que vão nascer com a Nova Ordem.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi imbuída desse puro espírito fraternal que a simpática Academia Galega, ainda esta semana, entregou à Academia de Ciências de Lisboa uma relação do léxico comum aos portugueses e galegos; ao receber o vocabulário, o responsável pelo Instituto de Lexicografia ressaltou a importância desse tipo de contribuição para a elaboração de um documento de base, que se enriquecerá ainda mais quando todas as regiões lusófonas, de Cabo Verde a Timor-Leste, fizerem o mesmo. Perfeito! Se você aguçar bem o ouvido, prezado leitor, não deixará de ouvir, ao fundo, o som das harpas e o cantar dos anjos.</p>
<p style="text-align: justify;">2 — Ora, aqueles portugueses que defendiam o sonho da unificação não perceberam com quem andavam a fazer acordos e caíram na esparrela. Não tinham a menor <strong><span style="color: #339900;">idéia</span></strong> da perversa arrogância do brasileiro de hoje, metido a malandro, matreiro, astucioso (o velho complexo de inferioridade invertido), que se acha mais esperto que qualquer estrangeiro, mais sabido que qualquer professor (”Meu mulato <strong>inzoneiro</strong>“, como diz Ary Barroso, na <strong><em>Aquarela do Brasil</em></strong> — leia-se, “que é sonso, manhoso, enredador”). Quando Portugal abriu os olhos, já estávamos com o nosso <strong><em>Vocabulário Ortográfico</em></strong> pronto, publicado e à venda por módicos R$120,00 (mais sobre isso, depois). O ingênuo europeu ainda perguntou, timidamente: “E o vocabulário <strong>comum</strong>, como fica?”. Nossa Academia, ou por estultice ou por esperteza (tanto faz, pois a vergonha que sinto é a mesma!), respondeu candidamente que o <strong>vocabulário comum</strong> estava pronto, só faltava agora o vocabulário ortográfico de nomes <strong>próprios </strong>— ou seja, fingiu não entender que, neste caso, o adjetivo <strong>comum</strong> significa “compartilhado, pertencente a todos”. A esta altura, caro leitor, você está olhando incrédulo para estas linhas. “Ah, essa não! Não acredito! Nossa Academia não faria isso!”. Pois fez. E pior: como a pergunta continuasse no ar, o responsável pela elaboração do <strong>VOLP</strong>, nosso bom Evanildo Bechara (que era considerado, até então, o gramático de referência do Brasil atual), teve a coragem de declarar, em entrevista à<em> Folha de São Paulo,</em> que os especialistas portugueses não foram consultados porque “em nenhum momento o Acordo fala em vocabulário comum. O VOLP, portanto, é brasileiro, e os outros países de Língua Portuguesa poderão criar os seus” — o que levou D’Silvas Filho, um dos ardorosos defensores do Acordo lá na terra de nossos avós, confessar, há poucas semanas: “Agora sinto-me perplexo, com o receio de que, efectivamente, esteja à vista uma mudança com perda da nossa identidade nacional na língua”. Só agora, digníssimo? Boneca Teresa! (a novela continua)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #339900;">Depois do Acordo: </span></strong><span><span style="color: #339900;"> </span></span><strong><span style="color: #339900;"><span style="font-weight: normal;">idéia</span> &gt; ideia</span></strong></p>
<p><a href="http://wp.clicrbs.com.br/sualingua/2009/06/02/nao-compre-o-novo-volp-8%C2%B0-de-10/" target="_blank"><strong>Fonte</strong></a></p>
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		<title>Mais uma ajuda</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 15:29:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acordo ortográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias do Que Falta]]></category>
		<category><![CDATA[jornais]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Como, infelizmente, o Brasil adotou mesmo o estúpido acordo ortográfico, é preciso dominar as regras. Na dúvida, há bons serviços para ajudar, como este. Aqui no Que Falta poderemos esclarecer dúvidas em relação ao acordo, mas não vamos adotá-lo. Jornais, revistas, portais e por aí afora abraçaram as novas regras mesmo antes de eles entrarem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como, infelizmente, o Brasil adotou mesmo o <span style="text-decoration: line-through;">estúpid</span>o acordo ortográfico, é preciso dominar as regras. Na dúvida, há bons serviços para ajudar, como <a href="http://ramonpage.com/ortografa/" target="_blank"><strong>este</strong></a>.</p>
<p>Aqui no Que Falta poderemos esclarecer dúvidas em relação ao acordo, mas não vamos adotá-lo. Jornais, revistas, portais e por aí afora abraçaram as novas regras mesmo antes de eles entrarem em vigor, numa atitude colonialista e burra admirável. Portanto, só resta a internet como lugar de resistência. Sabemos que é uma luta inglória, mas vale como defesa de ideiais e de princípios.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Um exemplo que, infelizmente, os brasileiros não seguiram</title>
		<link>http://quefalta.xn.blog.br/nos-sitios/um-exemplo-que-infelizmente-os-brasileiros-nao-seguiram.php</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 22:24:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acordo ortográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Na teia]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[português]]></category>
		<category><![CDATA[reforma ortográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar da lambança feita com a concordância, como comentei aqui, a notícia publicada no Terra é muito boa e merece ser lida. Ela fala que os portugueses, em sua maioria, não aprovam o ridículo acordo ortográfico e não pretendem usá-lo. Não lembro de nenhuma pesquisa similar feita com brasileiros, e talvez até tivéssemos um número [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar da lambança feita com a concordância, como comentei <a href="http://quefalta.alef3.com/index.php/nos-sitios/a-maioria-e-ou-a-maioria-sao.php" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>, a <a href="http://noticias.terra.com.br/interna/0,,OI3645686-EI188,00.html" target="_blank"><strong>notícia publicada no Terra</strong></a> é muito boa e merece ser lida. Ela fala que os portugueses, em sua maioria, não aprovam o <span style="text-decoration: line-through;">ridículo</span> acordo ortográfico e não pretendem usá-lo. Não lembro de nenhuma pesquisa similar feita com brasileiros, e talvez até tivéssemos um número similar de pessoas contrárias a ele. Interessante que os jovens lusos são os que mais discordam da reforma. Acho que aqui no Brasil teríamos um percentual diferente, já que os miguxos já não sabem escrever mesmo e estão felizes com a novidade.</p>
<p>Mas o que realmente gostei na matéria, e que me fez tirar o chapéu para os portugueses foi este parágrafo:</p>
<blockquote><p>Em Portugal apenas três jornais estão utilizando as normas do acordo, dos quais só um tem circulação nacional: o esportivo Record.</p></blockquote>
<p>Aqui no Brasil, até onde sei, todos os jornais, impressos ou de internet, portais e grandes fornecedores de conteúdo abraçaram de pé e mão o acordo, alguns até mesmo antes de o acordo ser firmado. <em>Folha de S.Paulo</em> e <em>Veja</em> já há muito tempo aboliram, por conta própria, o trema. Estranha essa atitude. Será que só na internet haverá redutos de rebelião contra essa reforma estúpida? Em Portugal, o prazo para o uso das novas regras é diferente do do Brasil. Uai, que raio de acordo é esse, em que cada uma das partes age como bem entende? E ouço por aí, em faculdades de letras, que talvez Portugal nem mesmo adote a nova ortografia&#8230;</p>
<p>Portugueses, vocês estão de parabéns!</p>
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		<title>Enriqueça com o vocabulário</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 17:58:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acordo ortográfico]]></category>
		<category><![CDATA[BBC]]></category>
		<category><![CDATA[Ivan Lessa]]></category>
		<category><![CDATA[reforma ortográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Ivan Lessa disse tudo o que eu queria dizer e de que sempre suspeitei. Eis que a reforma é mais uma fórmula de alguns ganharem muito dinheiro. Além de bagunçar a vida do povo. O texto foi dica da minha amiga Laura, professora com saudades dos bons tempos da sala de aula. A imagem que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ivan Lessa disse tudo o que eu queria dizer e de que sempre suspeitei. Eis que a reforma é mais uma fórmula de alguns ganharem muito dinheiro. Além de bagunçar a vida do povo.</p>
<p>O texto foi dica da minha amiga Laura, professora com saudades dos bons tempos da sala de aula. A imagem que o ilustra é por minha conta.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://i533.photobucket.com/albums/ee331/detudo/muita-grana.jpg" alt="" width="457" height="343" /></p>
<p>____</p>
<div class="storytext"><strong>Não houve erro de digitação ou pensação. É assim mesmo. A reforma ortográfica, mal aprovada nos quartéis do poder brasileiro, já saiu botando a banca de quebrar a banca. Livro que não acaba mais saindo. Um após o outro. Tudo quentinho. Estavam no forno e caprichavam neles apenas esperando o tiro de largada.</strong></div>
<p class="storytext">Bam! Dia 12 entrou, mais ou menos, em vigor, a reforma que patrocinamos e sabe Deus e a Academia Brasileira de Letras (ABL) como conseguimos impor aos sete outros países componentes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), entre os quais destacamos, por pena e simpatia, Cabo Verde, que, ao que parece, irá perder todos seus acentos além dos hífens e do direito à sua Bolsa-Família, ou Bolsa Família.</p>
<p class="storytext">Primeirão na fila, o <em>Novo Dicionário Houaiss de Sinônimos e Antônimos</em>. Tudo que você queria saber sobre o contrário de amor (ódio) em mais de 20 mil palavras e termos da Língua (dita) Portuguesa em 888 páginas e pela módica quantia de R$ 79,90. Mas para o senhor, talvez façam por R$ 70. Atenção: vitória espetacular dos sinônimos sobre os antônimos. De lavagem! 196 mil sinônimos contra apenas 90 mil antônimos.</p>
<p class="storytext"><!-- end_story -->Antônimo Houaiss (1915-1999) foi filólogo, diplomata e principal negociador brasileiro do Acordo Ortográfico, firmado em 1990 pela CPLP, e que, agora, 18 anos depois, vê a luz do dia e, em especial, o breu da noite. Houaiss traduziu também para algo parecido ao português o romance <em>Ulisses</em>, de James Joyce. Trata-se de um dos livros mais impagáveis publicados pela Editora Civilização Brasileira nos anos 60. Mais                   engraçado que filme do Gordo e do Magro.</p>
<p class="storytext">Tem mais. Muito mais.</p>
<p class="storytext">Nas livrarias, e alguns camelôs empistolados, sem falar naqueles crioulinhos que vivem de virações nas feiras públicas, o                   <em>Escrevendo Pela Nova Ortografia</em>, um lançamento do – atenção – Instituto Antônimo Houaiss (IAH). São apenas 136 páginas. Mas que páginas! Todas as dúvidas que o senhor e a senhora podem ter sobre a nova grafia são esclarecidas. Acentuação? Trema? Hífen? Uso do “h”? Nomes próprios estrangeiros? Tá tudo lá. E é dado: apenas R$ 19,90.</p>
<p class="storytext">Acham que o bom e velho Aurélio ia ficar paradão vendo os Antônimos da vida se locupletarem? Nunquinhas. Já se encontra nas                   boas livrarias do ramo (e há outro ramo?), o <em>Novo Dicionário Aurélio</em>, edição que vem inclusive com CD-ROM. Há uma promoção no esquema. Mais informações na internet.</p>
<p class="storytext">E a Academia Brasileira de Letras (ABL), que suou os uniformes e as espadinhas para botar nos ares lusófonos a nova versão                   do idioma de Camões e Ademar Lyra Tavares? Ia ficar de papo para o ar pensando na morte do Bezerra?</p>
<p class="storytext">No dia 13, 24 horas após a mudança histórica, já estava nas mesmas livrarias, feiras, camelôs e crioulinhos, o <em>Dicionário Escolar da Língua Portuguesa</em>, editado pela Companhia Editora Nacional, contando com 1.311 páginas e cerca de 33 mil verbetes. Tudo que dele consta será                   adotado pelo “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa” (VOLP).</p>
<p class="storytext">Essas preciosidades todas serão obrigatórias um dia (isso é Brasil, minha gente) em tudo quanto é colégio e lar. Não se falou ainda no que vai acontecer com toda a livrarada obsoleta (datada é a mãe). Talvez uma imensa fogueira para, num desses invernos mais bravos, aquecer os pobres analfabetos.</p>
<p class="storytext">Há alguns senões, segundo a <em>Folha de São Paulo</em> em matérias recentes. Certos acentos ficaram no ar. Como o acento em “destróier” (a rigor deveria ficar no mar). O Acordo diz que paroxítonas com ditongos abertos, como “ei” e “oi” perdem o acento. Uma regra específica, especifica a <em>Folha</em>. Mas parece que se esqueceram da nave bélica. Então, entre o específico e a geral, ficaram com a geral, esclarece para o                   jornal uma Alta Autoridade Acadêmica (AAA).</p>
<p class="storytext">Confusões também com o hífen. No dicionário da ABL, “co-herdeiro”, que era o combinado, saiu grafado como “coerdeiro”.</p>
<p class="storytext">A reportagem da <em>Folha de São Paulo</em> informa que tentou falar com a ABL no mesmo dia, mas ninguém foi localizado para comentar o caso.</p>
<p class="storytext">Atenção: os verbetes considerados corretos e esclarecedores aparecem apenas na segunda edição da obra em questão. A primeira, com 15 mil exemplares, já vendidos, foi publicada com verbetes errados. Nada na capa que diferencie as duas edições. Qualquer reclamação, o jornal dá o telefone da Editora Nacional.</p>
<p class="storytext"><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090119_ivanlessa_tp.shtml" target="_blank"><strong>Fonte</strong></a></p>
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		<title>SP terá &#8216;pacote&#8217; para adotar nova ortografia nas escolas</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 17:20:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acordo ortográfico]]></category>
		<category><![CDATA[reforma ortográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo prepara um &#8220;pacote&#8221; de medidas para adotar, a partir deste ano, a alteração ortográfica da língua portuguesa em suas 5,5 mil escolas. O objetivo é que em 2009 os 5 milhões de estudantes da rede estadual iniciem uma mudança gradual na aprendizagem, com seus professores capacitados. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo prepara um &#8220;pacote&#8221; de medidas para adotar, a partir deste ano, a alteração ortográfica da língua portuguesa em suas 5,5 mil escolas. O objetivo é que em 2009 os 5 milhões de estudantes da rede estadual iniciem uma mudança gradual na aprendizagem, com seus professores capacitados. De acordo com a secretaria, no fim de 2008 foram habilitados cerca de 17 mil professores e coordenadores de oficinas pedagógicas (PCOPs), que têm a função de difundir o conhecimento na rede.</p>
<p>Este processo terá continuidade já no início do ano, por intermédio da Rede do Saber &#8211; sistema que permite comunicação rápida, via internet, entre todas as escolas e os professores estaduais. Um roteiro com as mudanças será disponibilizado aos 250 mil professores, com download pelo site da secretaria.</p>
<p>Os materiais preparados pela pasta &#8211; guias curriculares e cadernos do professor, por exemplo &#8211; terão versão 2009 com a nova ortografia, já que estão sendo produzidos seguindo as novas regras. O material didático dos alunos é distribuído pelo Ministério da Educação (MEC).</p>
<p>&#8220;É uma mudança grande para uma rede com 5 milhões de alunos, a maior do Brasil. O prazo indicado pelo Ministério da Educação é de três anos, mas decidimos já iniciar as alterações. Desde 2008, o Estado vem agindo para que o processo ocorra normalmente&#8221;, afirma a coordenadora de Estudos e Normas Pedagógicas da Secretaria, Valéria Souza.</p>
<p>Um vídeo com aula sobre as mudanças também será apresentado online (via site) pela secretaria, com acesso a todos os educadores da rede. &#8220;É um momento de transição. A indicação da secretaria é que em sala de aula o professor oriente seus alunos e esclareça sobre as mudanças de maneira gradual.&#8221;</p>
<p><a href="http://br.noticias.yahoo.com/s/07012009/25/manchetes-sp-tera-pacote-adotar-nova.html" target="_blank"><strong>Fonte</strong></a></p>
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		<title>Carta de despedida ao trema</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Jan 2009 22:23:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Francisco Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Acordo ortográfico]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Para pensar]]></category>
		<category><![CDATA[reforma ortográfica]]></category>
		<category><![CDATA[trema]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem deve se beneficiar com esta tão inconseqüente medida? Creio que tão somente os alcagüetes, os delinqüentes e os sangüinários, justamente aqueles que não estão eqüidistantes, como nós, dos valores eqüiláteros da Sociedade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amigos, depois de muitos problemas cibernéticos e de outras origens, voltamos à ativa.</p>
<p>Para comemorar, apresento este texto muito bom que recebi por menel (mensagem eletrônica). Partilho da indignação conta a injustificável morte do trema. Em breve, apresento um texto meu sobre o assunto.</p>
<p>Ah, se alguém souber quem é o autor avise-me.</p>
<p>Grande abraço a todos e um 2009 muito abençoado por Deus, com tranqÜilidade, paz e vida!</p>
<p>_____</p>
<p>Como outros já fizeram, quero também me despedir do trema, cuja morte foi anunciada por decreto a partir de 1º de janeiro.</p>
<p>Não uma, mas cinq<span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #ff0000;">ü</span></span>enta e cinco vezes, quero me despedir desta acentuação antiq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>íssima e usada com tanta freq<strong><span style="color: #ff0000;">ü</span></strong>ência. Fomos arg<strong><span style="color: #ff0000;">ü</span></strong>ídos a respeito?</p>
<p>Claro que não! A ambig<span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #ff0000;"><strong>ü</strong></span></span>idade que tínhamos para decidir se queríamos usar o trema ou não numa frase nos foi seq<strong><span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #ff0000;">ü</span></span></strong>estrada para sempre. Afinal, a ubiq<strong><span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;">ü</span></span></strong>idade do trema nunca nos foi exigida.</p>
<p>Quem deve se beneficiar com esta tão inconseq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>ente medida? Creio que tão somente os alcag<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>etes, os delinq<span style="color: #ff0000;"><strong>ü</strong></span>entes e os sang<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>inários, justamente aqueles que não estão eq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>idistantes, como nós, dos valores eq<span style="text-decoration: underline;"><span style="color: #ff0000;"><strong>ü</strong></span></span>iláteros da Sociedade.</p>
<p>Vocês já se arg<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>iram sobre as conseq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>ências do fim do trema para os ping<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>ins, os sag<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>is e os eq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>estres? Estes perderão uma identidade conquistada desde a antig<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>idade.</p>
<p>E o que dizer do nosso herói Anhang<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>era, que vivia tranq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>ilo com o seu nome indígena? Com a liq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>idação do trema, a pronúncia do seu nome não será mais exeq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>ível.</p>
<p>Os nossos papos de chopp nunca mais serão os mesmos, pois a tão freq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>ente ling<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>icinha acebolada vai desag<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>ar num sang<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>íneo esquecimento.</p>
<p>O que vai acontecer com o grão de bico com gergilim, agora sem o liq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>idificador para prepará-lo?</p>
<p>Ah, meu Deus! Tenha piedade de nós! Nunca mais poderemos escrever que &#8220;a última enxag<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>ada é a que fica&#8221;!</p>
<p>Não sei se vou ag<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>entar a perda da eloq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>ência, em termos de estilo literário, que o trema trazia à Última Flor do Lácio.</p>
<p>É preciso que averig<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>emos se haverá seq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>elas futuras! E para onde vai a grandiloq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>ência dos ling<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>istas?Haja ung<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>ento para suportar tamanha dor!</p>
<p>O que podemos esperar em seq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>ência? Será que não se poderia esperar mais um q<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>inq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>ênio para que fossem melhor avaliados os líq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>idos benefícios desta mudança?</p>
<p>Portanto, pela q<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>inq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>agésima vez, a minha voz exang<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>e se une à dos bilíng<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>es e trilíng<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>es como eu, cuja consang<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>inidade ling<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>ística e contig<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>idade sintática se revolta ante tamanha iniq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>idade.</p>
<p>Pedir que nos apazig<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>emos, para mim é inexeq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>ível, pois falta-nos tranq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>ilidade diante de tamanha delinq<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>ência gramatical.</p>
<p>Portanto é com dor no coração que lhe dou este meu adeus desmiling<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>ido.</p>
<p>Adeus, meu trema querido! Mas pelo menos uma coisa me apazig<span style="color: #ff0000;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>ü</strong></span></span>a, pois quando a saudade bater, sei que vou poder revê-lo quando estiver lendo alguma coisa em alemão.</p>
<p>(Autor desconhecido)</p>
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