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Verbo com acento

Você já reparou que nenhum verbo em português têm acento gráfico? Sabe por quê? Simples: o r final faz com que a sílaba tônica de todos os verbos seja a última. Portanto, todos os verbos em português são palavras oxítonas.

O Olhar Digital, porém, esqueceu disso. Olha o que saiu:

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Claro, claro… o sujeito começou a escrever “fazer estágio”, por alguma razão misteriosa preferiu usar o verbo, mas esqueceu de limar o acento. O Que Falta flagrou! E serviu pra ensinar mais uma regrinha simples de português.

E a caçada por cochiladas continua!

Minúsculo

Olhem só a pequetitice (como diria uma amiga minha) do bichinho:

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Impressionante, não? Pois é. O revisor deve ter ficado encantado com a pequenineza do camaleão que cochilou na última frase: nome de moeda (mesmo das que valem alguma coisa, como dólar) é sempre com inicial minúscula. Assim, real, dólar, yen, franco, libra, etc. Fica a dica!

(É compreensível a estranheza de escrever “um real”, pois parece se contrapor a “um imaginário”. A gente não tem culpa de terem inventado um nome pomposo pro nosso dinheiro.)

Navegando, estudando e bebendo

Esta dica foi de um amigo, Frederico Guedes. Professor, estava ele navegando em busca de informações para um trabalho na empresa em que trabalhamos quando se deparou com isto:

 

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Claro, a gente sabe que a culpa é dos anúncios automatizados. Mas pega mal, né? Devassa pra estudantes, InfoEscola?

…e como conseguiram isso?

Desde que me tornei revisora, nunca mais tive paz! Mas devo confessar que os erros procuram-nos… se bem que esse aí de baixo não foram apenas os revisores que perceberam – e riram!

 

Como conseguiram deixar as velhas vermelhas? E velhas com 7 dias? Hum… Depois de 7 dias elas morrem? É isso? Também, né, elas foram acesas, claro que morreram depois de 7 dias! E o Prince? Será que gostou? Fiquei curiosa, a verdade é essa! hehe

Ai, ai… minha profissão me diverte!

 

 

O dela, não o seu

Evitar certas armadilhas da escrita até que não é difícil. É preciso, basicamente, ler de novo, com calma e em voz alta, o que se escreveu para ver se não há ambigüidade (sim, eu continuo usando trema), por exemplo.

Os pronomes possessivos de terceira pessoa (seu, sua, seus, suas) são fantásticos para criar coisas engraçadas, por pura preguiça distração do redator/revisor. Veja estes dois casos recentes.

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A notícia é assustadora! O corpo da Whitney chegou para o seu funeral, caro leitor! É um corpo que gosta de ir ao funeral dos outros!

Percebeu que o “seu” ali é totalmente desnecessário? É mais do que óbvio que o corpo dela só poderia ir para o próprio funeral.

A próxima notícia é um alívio para todas as amigas leitoras do Que Falta:

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Minha prezada amiga, você deve estar pensando: “Que bom que essa mocréia (sim, eu ainda uso esse acento) não pode beijar o meu namorado!”, não é? Nem o de qualquer outra amiga sua ou minha. O problema é com o namorado dela.

Notou o outro “seu” desnecessário? Salvo uma extrema sem-vergonhice da moça, ela só não pode beijar o próprio namorado. Tirando o “seu”, acaba a ambigüidade.

O Terra e a revista Galileu pisam bastante na bola nesse quesito. Logo publico outras coisas do tipo.