Depois a Skynet se revolta…

E não será só com o que o pessoal do Google fez com o robô Atlas (a covardia começa em 1min26).

Para piorar tudo, há os crimes cometidos contra a língua no texto em que o Gizmodo (outro de nossos campeões de cochiladas) fala do assunto. Eis um trecho abaixo.

Ah, se o T-1000 lê isso!

Vamos ver cochilada por cochilada:

1. Faz muito tempo que a expressão à toa é escrita dessa forma. À toa significa “a esmo, ao acaso”.

2. Por que 1,75m e 80 kg. Afinal, a unidade de medida fica “colada” ao numeral ou não? O Inmetro diz que deve haver espaço (veja o item 3.5 deste documento oficial). Algumas editoras, porém, adotam a forma sem espaço, a fim de evitar problemas na diagramação. O que importa é uniformizar o uso, ao contrário do que o Gizmodo fez.

3. Censores no corpo? Ele tem partes do corpo que precisam de censura? Caso alguém não lembre, censor é o sujeito que censura. Na antiguidade, era o magistrado romano que recenseava a população e zelava pelos bons costumes. Os aparelhinhos que transmitem informações são sensores. Associe com sentido ou sensação para não confundir.

4. As pernas não são corpo? Se precisar mesmo fazer a distinção, escreva, então, “no corpo e nas pernas”.

5. Por fim, um pouquinho de capricho na redação/revisão conseguiria eliminar a repetição desnecessária de “para que”. A primeira menção, por exemplo, poderia ser substituída por “a fim de que”, “com o objetivo de equilibrar-se” ou alguma outra.

Melhor cuidar mais da próxima vez, pois os censores da Skynet podem estar de olho em você!

Abraço!

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