Como é que é?

Redigir bem é uma arte, sem dúvida. As frases mais simples podem se tornar esquisitas, para dizer o mínimo, quando não se “briga” um pouco com as palavras a fim de usá-las na melhor ordem e da melhor forma. Vamos ver um exemplo tirado do (adivinhem!?) Terra (sim, sempre ele…).

O redator colocou lá:

“Câncer pela vagina” dá a entender que o câncer se havia espalhado, havia tomado toda a vagina da senhora. Mas não é isso que a notícia diz. Então, a redação poderia ter sido: Cirurgia tira, pela vagina, rim de mulher com câncer. Eu sei que não cabem as duas vírgulas na largura reservada para o texto. Mas, como está, está ruim.

Mas não terminou por aí. Ao ler a matéria, deparamo-nos com outra pérola no título:

Além de estar com câncer, a mulher mesmo se fez a cirurgia! Que cena mais bizarra!

As pessoas não se operam (apesar de esse ser o uso popular do verbo), mas são operadas. Por falar nisso, li em algum lugar de um cara que fez uma cirurgia nele mesmo… Se eu encontrar, coloco aqui.

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